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Carta a um filho de uma mãe lulista

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Olá, meu querido amigoirmão. Escrevo-te do Planalto. Não o palácio. Estou em atividades acadêmicas na UnB, na sequidão do cerrado brasiliense. A baixa umidade, aqui, resseca minhas narinas, mas, felizmente, não me causam danos a ponto de eu não poder sentir o cheiro e o som da alegria que tem ocupado e tremido as ruas nesses dias pré-segundo turno eleitoral. Esta carta não é uma resposta à sua “Carta a uma mãe lulista que partiu”, publicada no Saiba Mais, mas, apenas, uma forma de exercitar o diálogo contigo, que sempre foi aberto e franco, em torno das minhas/nossas inquietações diante da dramaticidade dos tempos atuais. Compartilhá-las contigo é um desdobramento inelutável. Afinal, costuramos uma história em comum, nas reuniões do movimento estudantil, às sombras das frondosas árvores no Centro de Saúde, em tardes dominicais; nos corredores e bancos dos setores de aula da UFRN; sob a proteção da Residência e do Restaurante Universitário; em reuniões partidárias e dos mandatos parlame...