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Mostrando postagens com o rótulo Poesias

METALINGUAGEM

Eufórica, Convicta, Determinada, A alfabetizadora Expõe e escreve na lousa O novo desafio alfabético D. Maria, Olhar atento, Raciocínio rápido, Tirocínio agudo, Com sua voz pausada, firme e linear Soletra: Pê-á-ene-é-ele-á... Ca-ça-lo-ra!

Os nonos dias de maio há muito não são os mesmos

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A saudade não pede licença. Chega e pronto. E você tem que se virar com ela. Fazer alguma coisa com ela antes que as pessoas percebam seu estado de alteração de alma e espírito. Há cerca de 40 dias estava eu numa banca de concurso avaliando provas e com esta inquietação revoltando meu dia. Num súbito, a "presença" do meu querido Expedito Araújo, havia tomado conta da minha presença naqueles instantes e só sossegou quando eu escrevi o poema abaixo, Se ele estivesse fisicamente presente entre nós, hoje seria dia de beber, gargalhar, ouvir sambas e se divertir com sua diversão. Estaríamos celebrando seu aniversário. Velho Marinheiro, que mares alegras hoje? Que tempestades estarão sendo amansadas pelas suas histórias? Em que salões de beira de cais suas pernas expeditas estarão sambando, tangando, encantando plateias anônimas? Para que mulheres estarás, hoje, desfilando sua displicente simpatia? Apenas um norte minha bússola bamba aponta: a imensidão oceânica...

POEMA DO NOVO AMOR

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Este poema é dedicado à dona desses olhos e de um vasto pedaço de meu coração, Sandra Rufino. Sequer pude pensar em anunciar rendição: você simplesmente chegou e se apossou do meu corpo como as vias paulistanas se apossam do caminhar dos anônimos como as mãos do arquiteto que rascunham formas na alma vazia do papel. Não tive tempo para pensar em guarda-chuva ou abrigo: você, temporal súbito, caiu sobre mim e me molhou inteiro. Minha boca, foi tomada pelo céu. Meu sol, engolido pela maravilhosa negranoite do teu corpo, minha morada e quintal.

Dia do namoro...dia dos namorados...uma dose de Artur da Távola

Para os que estão namorando, estão se separando, ainda descobrindo como se namora. Aos que se esqueceram de namorar. Aos que estão desesperados para arranjar um namoro antes que o dia acabe, deixo esse texto que muitos pensam ser de Carlos Drummond de Andrade, mas é de Artur da Távola. NAMORADO: TER OU NÃO TER É UMA QUESTÃO Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda, decidida, ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. Que...

Moça que nunca se inspira...

Após quase um mês deixando esse espaço sem atualização, renovo minha presença. Afazeres e viagens tomaram meu tempo de uma forma que já não conseguia responder meu desejo de postar tudo o que me vinha à mente na velocidade com que vinha e no tempo (certo) para que as opiniões dialogassem com alguns fatos motivadores. Assim, quis escrever sobre o 11 de setembro, falando do 16 de setembro dos palestinhos (o massacre de Sabra e Shatila)...quis falar de meu contato recente com meu neto...enfim...Vai, aqui, uma produção que retoma meu diálogo com a amiga querida Rosa Do Povo (abaixo, após o poema, os atalhos para acessar esse diálogo)...mais uma moça da vila...a que nunca se inspira...Abraços. MOÇA-QUE-NUNCA-SE-INSPIRA Moça que não sabe de seu segredo, seu destino escrito e traçado, de ser fonte de inspiração, mas nunca de se inspirar. enfeitiça sem saber, envenena as línguas ferinas, com seus sorrisos livres, espontâneos e vadios, que ainda derrubam certezas, invadem corações,...

Decreto do Dia dos Pais, por Inês Mota

Minha querida amiga poeta Inês Mota publicou na sua página no Facebook o decreto abaixo. Deixei uma mensagem para ela solicitando publicação, mas ela não me respondeu...se ela não concordar retirarei logo que ela assim me solicite, já que é o primeiro dia dos pais dela sem o seu pai...do lado do meu pai, é o primeiro dia dos pais sem dois dos seus filhos. Bom dia dos pais e boa semana para todos e todas. "Fica decretado que nenhum filho sem pai deve ficar triste no segundo domingo de agosto.  Fica decretada formalmente a exclusão do nome desses ex-filhos, da covenção que estabelecia a referida data para comemorar o dia dos pais.  Estão canceladas as assembléias.  Rasguem-se os livros de atas.  Fechem as portas e janelas.  Apaguem as luzes e saiam em silêncio."

Poema de Dito

Dito, na verdade, é o meu querido Expedito, também conhecido nas rodas de malandragem como "Ditinho", ou "homezinho", em tempos passados, ótimo profissional com atuação em CAPS de Natal. Descobrindo seus dotes com a escrita poética, solicitei (e ele me autorizou) publicar poema de sua lavra...fazia tempos que eu havia pedido essa autorização...agora, vai aqui, agora...deliciem-se. TRAMAS Sou eu que te prepara supresas absurdas Sou eu que te olho com olhos de sonhos Sou eu que te rouba beijos de quereres Sou eu que abona os teus pecados Sou eu que mata os teus crimes Sou eu que corro todos os riscos de adentrar em ti Sou que te prepara ciladas... de amor... Dito

Morte de um poeta

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Desculpem-me meus leitores pelas últimas postagens majoritariamente voltadas à mortes. Mortes de gente próxima e de gente distante. Mas, como costumo dizer, por mais que tenhamos dificuldade de reconhecer, morte e vida perambulam pelas nossas ruas de mãos dadas. E cada segundo de vida que vivemos, é um segundo mais perto da morte. E assim seguimos. Desta vez, tenho que registrar a morte de uma pessoa cujos laços de proximidade me são dados pelos laços que tenho com seus filhos, dois deles: Djalma e Inês. O pai deles, um grande poeta caicoense, Chico Mota, morreu segunda feira passada. Do blog Cidade Aflita, reproduzo texto de Gilberto Costa que expressa bem os sentimentos de todos. Fica aqui meus sentimentos aos dois filhos de Chico, ambos poetas de mão cheia. "Recebi a notícia de que o poeta e repentista Chico Mota tinha falecido. Morte natural? Natural! Mas, não fora causa normal sua despedida do mundo terreno. Seu Chico Mota se suicidara… Usara uma corda como meio de transpo...

Fernando Pessoa...com cheiro de Jasmim...

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Quando fui apresentado à Fernando Pessoa eu era apenas um rapaz latinoamericano, sem dinheiro no banco, sem parentes importantes (que amava os Beatles e Rolling Stones - mais os primeiros que os segundos), vindo do interior...Não lia muito poesia...preferia a literatura política marxista (não era pecado na universidade, naquela época) e namorar...aí conheci uma residente universitária, jovem estudante de Letras, de nome Conceição e fui apresentado ao poeta português por ela... Claro que em seus recitares eu ouvia pouco o que saia de sua boca. Mas de recital em recital pude perceber que a relação que ela tinha com aquela nossa relação não se organizava na mesma métrica poética...eu pensava em galope à beira mar e ela em rima livre...Mas nos tornamos amigos e durante aquela temporada poética Fernando Pessoa de alguma forma entrou no meu repertório. Depois o tempo, a roda viva e os invisíveis redemoinhos que nos distanciam me fizeram perder completamente o contato com ela e hoje não ...

Mais uma Moça...e um clipe premiado

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Meio anestesiado...meio sem inspiração...meio melancólico...meio confuso...meio assim...meio assado...Assim (ou assado), dessa vez, publico duas postagens em uma só, mas ambas sem ligação, sem correspondência alguma...uma coisa é uma coisa...outra coisa é outra coisa... Apresento mais uma das moças da vila (fruto do diálogo poético iniciado com Rosa de França) e um clipe delicado e bonito de uma bela música do Frejat. Tenham bons dias e noites... A MOÇA-PARTEIRA-DAS-OUTRAS Moça que se confunde com Deus e o torna mulher, porque pare tudo o que há, Pare as parideiras que nos parem. Pare e nos faz (a cada um de nós) partir. Partimo-nos, primeiro, nas mãos dessas moças. Depois partimo-nos pela própria vontade de partir. E parimos a nós mesmos tantas vezes quanto partimos de nós para sermos outros. Enquanto isso, ela nos olha - longíqua e próxima - Detentora de todos os segredos das que nos fazem partir para o mundo. Acompanhe o diálogo com Rosa de França clicando abaixo: ...

Mais uma Moça da Vila...agora a de bordado fino...

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Dia 14 é o Dia Nacional da Poesia. Dia 21 é o Dia Internacional. Hoje, posto mais uma poesia de minha lavra. Agora, sem esquecer o diálogo poético iniciado ano passado com a amiga poeta Rosa de França, deixo aqui a Moça-de-Bordado-Fino...com ilustração do amigo artista plástico Venancio Pinheiro. Abraços a todos e todas. A moça-de-bordado-fino Fino trato, fina mão, Fino bordado...fico não... Fico acordado, fico abobado. Fino traço, fino algodão. Fico descalço, de pés no chão. Fico disperso, fino trope(ç)sso, Fina e espessa, Linhas e linhos, Atalhos e caminhos, Te encontro um dia, somente para desfiar seu bordado, moça minha... Para quem quiser conhecer os outros poemeus dialogados com Rosa, clicar abaixo: http://quixotesforrosebaioes.blogspot.com/2011/01/moca-cabelo-de-fitaa-primeira-moca-da.html http://quixotesforrosebaioes.blogspot.com/2010/11/mais-uma-da-fornada-das-mocas-da-vila.html http://quixotesforrosebaioes.blogspot.com/2010/11/moca-que-namora-continu...

Um poemeu no Dia Nacional da Poesia

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14 de março é o Dia Nacional da Poesia...e para comemorar este dia lá me vem, com a força dos ventos que nascem com o bater de asas dos anjos, uma poesia de lavra recente...incandescente...quase indecente... Abraços e beijos a todos e todas poetas que habitam e apimentam a alma do planeta. Quando meu peito estufa indolente Um anjo bate asas e muda de direção, indecente. O ébano de sua pele lisa e doce Me tem e me toma com sua beleza insolente. Deixa o vento lamber minha face suada, deixa sabor e cheiro de gozo dentro da minha alma apequenada. A chuva, então, cai e se espalha, oriunda dos meus prazeres revoltos e dos invernos desejados e marcantes como cortes de navalha. Molhando do norte ao sul, tudo que se põe aos meus olhos ávidos. O sertão sorridente faz festa Brinca bonito como criança Ainda que, depois, a terra se resseque. Mas habita nesse adulto indefeso, Toda minha vontade de que a vida, torne-se alma e carne...de verdade.

A Moça-cabelo-de-Fita...a primeira moça da vila, do ano.

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Primeira "moça" do ano, dando continuidade a um diálogo iniciado ano passado com a querida amiga poeta Rosa de França. Com vocês a Moça-cabelo-De-Fita. Desta vez com a contribuição preciosa da ilustração do amigo e artista plástico Venâncio Pinheiro. Na minha calçada, final da tarde, de longe percebo as cores tremulando por sobre a cabeça da moça. Ela não tem a beleza das moças-do-cinema, Os cabelos amarelos de Kim Barsinger, A negritude de Halle Barry, A ruivez de Nicole Kidman Mas as moças-do-cinema não têm a presença colorida dela quando atravessa minha rua deserta e cinza. Ela passa e as fitas espalham pedaços de amarelo, vermelho, branco, verde e azul pelas calçadas de minha rua... pelas veredas de minhas memórias esquecidas... por sobre os paralelepípedos por onde pisam minhas fantasias descalças... E me ponho amanhã à tarde de novo...só pra vê-la passar... Para quem quiser conhecer o diálogo desde o início, pode clicar nos atalhos abaixo: http://qu...

Um poema para fechar 2010 e abrir 2011...abrir caminhos

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Não satisfeito com o que publiquei ontem, resolvi presentear meus amigos com uma poesia da Cecília Meireles, que adoro. Feliz 2011!!! CANÇÃO DO CAMINHO Por aqui vou sem programa, sem rumo, sem nenhum itinerário. O destino de quem ama é vário, como o trajeto do fumo. Minha canção vai comigo. Vai doce. Tão sereno é seu compasso que penso em ti, meu amigo. — Se fosse, em vez da canção, teu braço! Ah! mas logo ali adiante — tão perto! — acaba-se a terra bela. Para este pequeno instante, decerto, é melhor ir só com ela. (Isto são coisas que digo, que invento, para achar a vida boa... A canção que vai comigo é a forma de esquecimento do sonho sonhado à toa...)

Um poemeu esperanço para o ano novo

Vasculhando coisas para servir como última postagem do ano, encontrei um poemeu escrito durante um período extremamente difícil. Aparentemente parece carregar amargura e dor (e carrega, como carregamos todos, todos os dias), mas também aponta o desejo e a esperança que nasce e renasce cada vez que percebemos que podemos estar de pé, sempre. E a vida é sempre assim, dor e alegria, quedas e levantares. Que em 2011 todos os meus amigos e amigas possam, sempre, estar de pé para superar todos os problemas que eventualmente apareçam. E que eu possa estar perto deles e delas para ajudar. Beijos a todos e todas. Trago quedas no corpo, cicatrizes na alma que geme, nos olhos ávidos, nos gestos (pensados ou irrefletidos), nas linhas que escrevo, nos medos que ignoro e nos que me apavoram. Trago quedas pelo corpo, cicatrizantes, lubrificantes, estimulantes, desafiadoras, impensáveis, inquestionáveis, irremovíveis. Delas retiro a suavidade do passo, a firmeza do laço, a aposta,...

Mais uma da fornada das "moças da vila"

A MOÇA-DE-RODA-DE-SAMBA Meu deleite de noites raras. Paro ali no meio do povo e a contemplo. Seu vestido se espalha no meio de todos. E seu perfume invade narinas e poros, como sua alegria invade minh'alma E o som dos tambores se apropriam do corpo. Prisioneiro de mim mesmo e de meu encantamento, meus olhos dançam e rodam com ela. E bêbado de tanto transe, Sigo caminhos bêbados...até a próxima noite rara. Bom final de semana para todos e todas, com ou sem samba, com ou sem moças, com ou sem poesias.

Moça-Que-Namora, continuando o diálogo poético...

Dando continuidade ao diálogo poético estabelecido com a querida amiga e grande poeta Rosa de França, depois da Moça-Atrevida, publico agora a Moça-Que-Namora...outras moças virão... Boa semana a todos e todas. A MOÇA-QUE-NAMORA Dia desses a vi na janela, olhando passantes. Sublimando olhares pecaminosos, Fazendo rimas olhos-nos-olhos com aqueles da sua escolha. Apressei-me em fazer rimas. Mãos trêmulas, dúvidas em vermelho, olhos ansiosos, entreguei-lhe minhas poucas letras. Sussurrei-as por baixo da porta da casa. Vi seus olhos certeiros escorregando papel adentro. Fechou a janela e fechou-se na casa. Toda semana fico ali por trás da mangueira, aguardando-a abrir a janela e rimar comigo.

Um novo diálogo poético

Tenho uma grande amiga poeta, Rosa de França, que já ganhou prêmios e publicou seus escritos. Em outra postagem (sobre a morte de Saramago e Dona Militana) ela enviou um texto que publiquei junto com um "diálogo" meu com o texto (para ler, acessar http://quixotesforrosebaioes.blogspot.com/2010/06/de-uma-vez-sosaramago-e-militana.html ). Pois bem. Eis que ela me enviou recentemente uma de suas poesias "E eu que não posso!", que publico agora, com um diálogo que resolvi estabelecer, provocado pela beleza do escrito. Não tenho a mesma competência dela, nem sei se terei fôlego (e inspiração) para sustenta-lo. Mas aí vai o poema dela e um primeiro diálogo que produzi. E EU, QUE NÃO POSSO! Quem, cheiro de rosas, tem, Se não as moças da vila? Moça-atrevida Moça-que-namora Moça-de-roda-de-samba Moça-cabelo-de-fita Moça-de-bordado-fino Moça-parteira-das-outras Moça-que-nunca-se-inspira Moça-de-estudo-tão-pouco Moça-que-espera-o-destino Seis, que desfilam às...

Um dia solto no céu

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Bom final de semana a todos e todas. O escrito abaixo nasceu no meio de uma reunião em um assentamento. Às vezes acontece isso comigo: me ausento de uma dada situação (normalmente quando muitas informações circulam, barulhentas ou não) e ao me focar em algo viajo e de um lugar interior que não sei onde é, pululam frases soltas que vão sendo costuradas e tecidas como se um Outro assumisse o controle de minhas mãos...E lá vai uma poesia saindo...Beijos. Saí de mim. Andei por novas veredas. Desafiei demônios. Recompus meus estoques afetivos e emocionais. Amores teimosos, indolentes e desafiadores. Medos vencidos, sonhos proclamados, entrei no céu e umedeci asas de anjos. Abri trilhas nas nuvens. Nadei desejos, palavras e promessas doces. Jorrei chuvas, então, e olhei, extasiado, delicadas pétalas de rosas, emaranhadas em cheiro de terra molhada, emergirem como um sopro vulcânico, brincantes como as burrinhas dos reisados, amantes como as mulheres de Chico, nervosamente...

Fragmento poético

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Estava fazendo uma faxina no meu computador...Visitando objetos de um relicário eletrônico...encontrei coisas a serem jogadas na lixeira (que no caso do computador é o verdadeiro limbo...rs). Encontrei um atentado poético, escrito em 2005, em condições especiais. Seu destino não poderia ser o limbo...então jogo-o nesse oceano cibernético que é a net, por essa canoa que é meu blog...lá vai ele...para onde não sei...para os que leem...e para os que não leem...para o mundo... Abraços a todos Aí vai um (o) sorriso contido (prometido), colhido num jardim perfumado de íris e pitangas frescas e sedutoras, encontrado dependurado num trapézio de circo, ao fim da última apresentação, do último palhaço da noite, deixado lá pela última criança a se retirar da platéia.