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Choukri Ben Ayed: igualdade de oportunidades na Educação

Publico aqui entrevista realizada com o sociólogo Choukri Ben Ayed, doutor pela Universidade Paris V, professor da Universidade de Limoges e pesquisador do Grupo de Pesquisas e Estudos Sociológicos do Centro-Oeste Francês (Gresco), o qual há quinze anos estuda a segregação socioespacial que ocorre no campo da Educação. Ele é especialista em um fenômeno muito comum em grandes cidades: ter as escolas piores na periferia urbana e as melhores concentradas nas regiões centrais. A entrevista que publico foi realizada e está publicada no sítio http://gestaoescolar.abril.com.br/aprendizagem/entrevista-choukri-ben-ayed-pela-igualdade-oportunidades-educacao-721689.shtml e toca em algumas questões sobre propostas que "fazem a cabeça" de muitos educadores, pedagogos e "metidos" em políticas públicas que se acham extremamente "inovadores" e "revolucionários" por entenderem que "é preciso quebrar paradigmas" e outras conversas do gênero, que impres...

Os sentidos dos vazamentos

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Todo mundo se perguntando o porque dos grandes meios de comunicação terem vazado as gravações envolvendo o Senador e Ex-Ministro do Planejamento Romero Jucá – PMDB, afinal, se o objetivo do golpe era “apenas” apear o PT do Governo, não teria muita lógica em tão pouco tempo as baterias da imprensa golpista se voltar contra o bloco governista em torno do PMDB, ainda mais 24 horas antes da divulgação do pacote econômico que indicará os caminhos tomados por este governo. A lógica seria escondê-lo, liberá-lo posteriormente ou tratá-lo como algo “menor”, ainda mais considerando que as gravações foram obtidas de forma clandestina, sem qualquer amparo jurídico e vazadas para a Folha de São Paulo, baluarte dos golpistas. Um olhar mais imediato, ao calor da situação, poderá enveredar por conceber esse vazamento como sendo “apenas” a manifestação das contradições e disputas internas ao bloco formado em torno do PMDB, mas revela que há um “conteúdo” sendo assumido por parte da mídia golpista ...

Entidades Educacionais Reagem ao Novo Governo

MANIFESTO DE ENTIDADES NACIONAIS DE EDUCAÇÃO SOBRE O GOVERNO PROVISÓRIO Um governo provisório não pode comprometer negativamente o futuro As entidades que subscrevem este manifesto compreendem que a aprovação da admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff expressa uma ruptura institucional promovida por coalisão de forças políticas derrotadas nas urnas nas últimas eleições presidenciais e por agentes econômicos que buscam consolidar o conservadorismo e aprofundar desigualdades em nosso país. Temos a firme convicção de que o Governo provisório do Vice-Presidente Michel Temer, que não tem legitimidade nem aceitação da população brasileira, iniciou de forma irresponsável suas decisões relativas às pastas da Educação, da Cultura e da Ciência e Tecnologia. O afastamento da Presidente eleita Dilma Rousseff por 180 dias e a posse do vice-presidente para um mandato como presidente em exercício por este período não pode significar descontinuidade na construç...

A omissão do STF no golpe em curso, por Antonio Lassance

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Se o Supremo Tribunal Federal fala que não há golpe em curso, quem somos nós para discordar? Na verdade, nós somos aqueles que conhecem minimamente a História do Brasil e a História do Supremo para saber que o STF nunca viu golpe no país. Mais uma vez, não será diferente. Nunca houve no Brasil uma única decisão do STF que contrariasse um ato golpista frontalmente ou sequer o denunciasse à opinião pública nacional ou à comunidade internacional. Ao contrário, o STF sempre cumpriu o papel de dizer que os golpes são absolutamente... "constitucionais". Em todas as ditaduras, como a de 1937 a 1945 e a de 1964 a 1985, a maioria do STF esteve rigorosamente alinhada a esses regimes de exceção. O Supremo era parte do golpe. Sua camarilha de boçais obsequiosamente entregava aos ditadores homenagens judiciosas, embromações magistrais, constitucionalismos de araque. Alguém pode perguntar se caberia ao STF algum papel de resistência. Partindo do óbvio, golpes são inconstitucionais, c...

A essa altura do campeonato, parte 2 ou O significado das lutas nas ruas.

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Em minha última postagem utilizei-me da metáfora futebolística para me referir ao processo político que estamos vivenciando. Dizia que o time “de cá”, em favor da democracia, encontrava-se tal qual uma equipe a qual ainda tem 30 minutos até o fim do jogo. O time adversário joga completo e ganhando, enquanto o time de cá já fez o máximo de substituições possíveis, o atacante homem-gol joga, mas machucado, sem poder de fogo e a defesa teve seu melhor zagueiro e o goleiro expulsos, restando, assim, o improviso de colocar um dos jogadores de linha para atuar como goleiro. Meu amigo Fábio sugeriu que eu acrescentasse que nesse jogo os árbitros estão todos comprados...verdade trágica e certeira. Apontei algumas questões relacionadas ao traço da estratégia dos golpistas e encerrei chamando atenção que, para mim, o time “de cá” precisa montar novo esquema tático e mesmo nova equipe, novos nomes, na medida em que se abre um novo período de disputas cujo território não se resume ao campo...

A Essa altura do campeonato...Reflexões sobre o golpe em curso e o jogo a ser jogado pelo time da democracia, parte 1

Ainda faltam 30 minutos para o jogo acabar. O time de lá completo e ganhando. O time de cá já fez o máximo de substituições possíveis, o atacante homem-gol joga, mas machucado, portanto, sem muito poder de fogo. A defesa teve seu melhor zagueiro expulso, assim como o goleiro, para cuja substituição teve-se que improvisar um dos jogadores de linha. Desculpem os que não conhecem a modalidade esportiva, mas a metáfora futebolística cabe bem na situação em que estamos diante do golpe em andamento. O jogo institucional já está jogado. Trata-se de – no caso do time “de cá” – jogá-lo com dignidade até o fim. Mas há de se estar ciente de que esta não é a última partida e sim o início de uma nova fase do campeonato. O problema está em definir um novo esquema tático e um novo time. Mas antes pensemos sobre o jogo que o time golpista joga nesse momento. O enredo golpista já está traçado. Derrota do governo na Câmara e depois no Senado, com as bênçãos da alta corte de justiça. Junte-se a is...

Desacerto ou Pequena Crônica Antihomofóbica de Alguém Fora do Tempo

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De repente o box de mensagem emerge. Oi tudo bem? Tudo! , respondo de forma protocolar. O nome da pessoa indica ser uma amiga de velhos tempos da adolescência em Caicó, mas com a evolução da conversa percebo, rapidamente, que não é a tal pessoa, apesar do nome ser o mesmo. Putz...adicionei a pessoa por engano. Bem, mas vamos lá...deixemos a conversa correr até onde for possível... Não lembro bem como nem porquê, mas a certa altura da conversa a criatura, do alto dos seus 17 anos, me diz que odeia gays . Pergunto se algum gay havia feito algum mal a ela. Não! Eu também evito que eles se aproximem. Vejo nas fotos do perfil dela que a criatura usa piercings. Comento que conheço pessoas que não toleram quem usa piercing. Pergunto o que ela pensa a respeito e ela imediatamente responde: Pessoas ignorantes. Há muita gente que usa piercing e que é do bem. Respondo que também conheço muitos gays que são “do bem”. Aí vem a afirmação desconcertante: Entendi. Você é daquelas pessoas certinha...