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O analfabetismo detectado pelo PNAD 2012

Olá pessoal, Reproduzo abaixo, os atalhos para duas matérias publicadas no UOL Educação, sobre a divulgação dos resultados do PNAD 2012, pelo IBGE, que aponta um leve aumento do índice de analfabetismo entre adultos no Brasil e que mereceu destaque no noticiário da imprensa em todo o país. Mas, não há o que se assustar diante desses indicadores. Os esforços em viabilizar uma melhoria das taxas de escolarização entre jovens e adultos não alfabetizados ou que estão "fora de faixa" (como se diz no jargão pedagógico) ainda são pontuais, desarticulados e com baixa intensidade frente aos desafios que se têm. As dificuldades abrangem um espectro amplo de questões e seu enfrentamento requer uma visão igualmente ampliada, tanto em termos de quantidade e qualidade das ações, como de seus protagonistas. O analfabetismo entre jovens e adultos no Brasil pode ser dimensionado a partir da observação de alguns processos decisivos: um, de natureza social, decorrente de décadas de negação ...

A NOVA HEGEMONIA, POR LINCOLN SECCO

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Reproduzo aqui, lúcido texto do professor de história da USP, Lincoln Secco (extraído do Portal Carta Maior ), que diz muito do que penso sobre o atual momento político. Abraços a todos e todas. "As manifestações de junho ainda deixaram um rescaldo. Não sabemos quando virá a nova onda. Embora generalizada, ela obrigou os prefeitos a tomarem medidas imediatas. Em agosto parece ter chegado a hora dos governadores. Descobriu-se rapidamente que a malversação dos recursos públicos é filha dileta do autoritarismo de Alckmin e Cabral, protegidos por anos pelo capital monopolista midiático. A onda chegará ao Congresso, ao judiciário e às Forças Armadas? Não sabemos. A onda sequer é uma palavra agradável desde que o filme alemão de Dennis Gansell Die Welle (a onda) recolocou o nazismo diante de nós. A imagem da onda é a da fúria e do caos. Para onde vão os manifestantes de junho se eles não têm partido? Do ponto de vista das classes sabemos algo sobre os manifestantes graças a ar...

Cultura não é-vento ou como se fazer "política" cultural, por Rodrigo Bico

"Hoje vamos aprender como se faz uma grande atividade cultural para o seu estado. É uma receita de (in)sucesso inspirada na política do “Pão e Circo”. 1º Crie uma Secretaria Extraordinário (ou invisível) de Cultura e com isso burle a lei do Nepotismo. 2º Faça de conta que receberás todos os setores artísticos e/ou culturais do Estado, escute tudo que eles querem lhe dizer, não faça nada do que eles solicitaram. Após esta ação você vai ter um boicote “velado” a todas as suas ações. 3º Saia dizendo aos 4 (quatro) cantos que a Sociedade Civil não participa das suas ações e com isso vá fazendo o que você quer com a “pseudo-verba” que lhe é disponível no seu (Pro)Fundo Estadual de Cultura, assim ninguém cobrará nada de você (engano seu). 4º Utilize-se da alcunha do Cargo que ocupas e saia impondo de cima para baixo que todas as ações de toda e qualquer instituição pública, privada e de qualquer outra natureza (Secretarias de Estado, Sistema “S”, Universidades, projetos da lei C...

POEMA DO NOVO AMOR

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Este poema é dedicado à dona desses olhos e de um vasto pedaço de meu coração, Sandra Rufino. Sequer pude pensar em anunciar rendição: você simplesmente chegou e se apossou do meu corpo como as vias paulistanas se apossam do caminhar dos anônimos como as mãos do arquiteto que rascunham formas na alma vazia do papel. Não tive tempo para pensar em guarda-chuva ou abrigo: você, temporal súbito, caiu sobre mim e me molhou inteiro. Minha boca, foi tomada pelo céu. Meu sol, engolido pela maravilhosa negranoite do teu corpo, minha morada e quintal.

Rádio Cidade Oculta: há 25 anos em Caicó

Poucos sabem ou se lembram, mas há 25 anos, em plena Festa de Santana (como a que se encerrou semana passada) entrava em funcionamento a primeira rádio FM de Caicó. Não, não foi a Rádio Rural FM, mas a Rádio Cidade Oculta. A primeira (e talvez única) experiência de "rádio pirata" ou "rádio livre" (como o pessoal do movimento se autodenominava) de Caicó foi um desdobramento de uma brincadeira de estudantes universitários residentes em Natal. O então estudante caicoense de Física Gilvan Azevedo e um outro estudante de Engenharia Elétrica (do qual não recordo o nome), ambos moradores da residência universitária já haviam montado o transmissor para divertimento próprio e dos residentes da Residência Campus I e II, ainda que o raio de abrangência dela (dado que a antena de transmissão ficava no alto do prédio da Residência II) abarcava boa parte dos bairros de Potilândia e Nova Descoberta. Mas a rádio funcionava esporadicamente, afinal, não era "legal" e a leg...

Dia 11: Libertar a rua do sequestro conservador, por Saul Leblon

(extraído de:  http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1278&utm_source=emailmanager&utm_medium=email&utm_campaign=Boletim_Carta_Maior__08072013 ) Organizações e lideranças progressistas não podem se omitir nas jornadas da próxima 5ª feira, dia 11. Para além das justas reivindicações corporativas e setoriais, cabe-lhes repor a moldura da disputa política em curso no país. Um ciclo de crescimento se esgota; outro terá que ser construído. Não erguer pontes entre as demandas pontuais e a travessia de um tempo histórico pode ser fatal nesse momento. O alarido das manifestações de junho não é a causa. Mas adicionou consequências, e limites, à tentação de se adiar a pactuação das linhas de passagem que devem pavimentar o passo seguinte desenvolvimento. Por linhas de passagem entenda-se a correlação de forças, as circunstancias objetivas, as metas, recursos e o escalonamento das prioridades. Vivemos um aquecimento: 2014 será o ponta...

TEM CABIMENTO PELÉ QUERER SER JULINHO DE ADELAIDE OU CHICO BUARQUE?

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Por MARCOS DIONÍSIO MEDEIROS CALDAS Pelé, entrando na onda do revisionismo histórico em curso, falou que não jogara a Copa de 1974 incomodado que estava pelo fato do Brasil viver numa Ditadura. Eu era menino lá por Santos Reis e acompanhava tudo do futebol pela Placar e pelas rádios locais, onde pontificavam Hélio Câmara, Roberto e Franklin Machado, Rubens Lemos, Cassiano Arruda, Cezar Rizzo, Batista da Fonseca, Souza Silva, José Augusto e Celso Martinelli ( o homem que revolucionou o nosso rádio esportivo) e do Rio de Janeiro, através de um Rádio Motorola que era minha Internet. Foi feita toda uma comoção para fazê-lo jogar e ele sabidamente negou-se a voltar à seleção. Argumentava que queria ser lembrado no auge da sua carreira e não como um mais veterano se arrastando em campo e vivendo da fama. Bem informado, diferente de Zagallo e Parreira, acho que sabia também da revolução em curso da Laranja Mecânica e por isso sentou-se em cima dos louros de 1970 e da sua carreira vitori...