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EM DEFESA DO CARNATAL, POR FLÁVIO MOTTINHA

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Mais um Carnatal se encerra...ano que vem teremos, mais uma vez, debates sobre sua conveniência ou não. Seus efeitos maléficos ou não. É um tema que ocupa várias rodas de conversa em nossa cidade. Transcrevo abaixo, uma "defesa" da festa a partir de um olhar eminentemente "cultural", publicado no periódico Carta Potiguar. Tô com o autor e não abro nem para um trem carregado de foliões do Chiclete. "O Rio Grande do Norte sofre com a ausência de identidade cultural. Mas, quando vejo o Carnatal e observo o resgate histórico que faz fico boquiaberto com tamanhas referências a um dos nossos momentos mais importantes do passado: o ciclo do gado. Podemos afirmar, inclusive, que a trajetória do povo potiguar é dividida em antes e após a pecuária ter sido o primeiro elemento de sólida sustentação econômica. Foi uma época de conflito entre colonos e nativos, desbravamento da capitania e, com a consolidação da pecuária no interior, de charqueadas (salgavam a carne e...

Um terço dos jovens sem o Ensino Médio

Reproduzo abaixo, matéria publicada em O Globo, sobre dados publicados pelo IBGE dia 28 de novembro último, relativo à Educação. "Uma geração de jovens brasileiros está ficando para trás na Educação - e colocando em risco a própria capacidade produtiva do país no futuro. A Síntese de Indicadores Sociais 2012, divulgada ontem pelo IBGE, mostra que um terço dos jovens de 18 a 24 anos no país não completou o Ensino médio e nem estava frequentando a Escola em 2011. A taxa é quase três vezes maior do que a média de 29 países da Europa. O estudo aponta ainda desigualdades na qualidade das redes pública e privada; e mostra que metade dos adolescentes de 15 a 17 anos não frequenta a Escola na idade certa. Segundo o IBGE, a taxa de evasão Escolar precoce de jovens de 18 a 24 anos - ou seja, o percentual da população nessa faixa que, além de não ter completado o nível médio, não frequentava a Escola - foi de 43,8% em 2001 para 32,2% em 2011. Entre as mulheres, o percentual é de 26,6%, m...

"Porque eles são de esquerda", um conto distópico de Edmilson Lopes Júnior.

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Olá amigos e amigas, Enfiado numa rotina que me consome e não me deixa à vontade para escrever tudo o que tenho sobre tudo o que vejo e porque passo, acabo reproduzindo textos de outrém, mas só os que quando leio penso: "como eu gostaria de ter escrito isso". É o caso do texto abaixo, escrito pelo grande colega Edmilson Lopes Júnior, professor do Depto. de Ciências Sociais, do qual guardo apreço e admiração pelo bom humor e inteligência. O texto que reproduzo abaixo (cuja inspiração brechtiana é evidente) e que pode ser encontrado, também, no blog dele ( blog do edmilson lopes ) é, ao meu ver, perfeito em refletir sobre as práticas da "esquerdoida" que se organiza nesses tempos sombrios, com o respaldo do chamado "pensamento crítico" universitário, e que tem propiciado cenas e atos de profundo autoritarismo, como os que foram vistos na última reunião do CONSUNI para deliberação sobre a gestão dos hospitais universitários. " Porque eles são de ...

Um haiconto: de estrelas e vagalumes

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Olá amigos, amigas e curiosos. Passei um tempo ausente deste espaço por várias razões. Algumas delas continuam me atanazando o juízo e, por isso, poderão me deixar mais algum tempo fora do ar. Por falta de assunto é que não foi. Para dar uma animada breve estou postando aqui o que alguns chamam de "microconto". Eu gosto da ideia do haiconto (como um contraponto ao haikai - modo de poesia oriental de versos curtos e articulados). DE ESTRELAS E VAGALUMES À noite, sozinha no meio de um jardim, viu aquela luz no céu e pensou: "ó, estrela cadente, atenda o meu pedido"...e lançou ao céu aquele seu pedido secreto e quase desesperado. Respirou aliviada e, segundos depois, percebeu que a tal estrela bailava no céu em movimentos descontínuos, ilógicos, como alguns desejos são quando nos aparecem num relance, num piscar de olhos...foi percebendo que aquilo lá não se tratava de uma estrela cadente e sim um vagalume. Num primeiro momento entristeceu em saber q...

Sai do chão! sai do chão! quem vota na educação!!!

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texto extraído de: inesc.org.br "Este foi o grito de guerra puxado por um grande número de estudantes ligados a UNE e a UBES, além de ativistas, professores/as, ongueiros/as, gestores/as presentes à votação dos destaques ao Plano Nacional de Educação (PNE) na Câmara dos Deputados, quando ficou aprovado 10% do PIB para a Educação. À meta 20, que fala do financiamento, foram nove as emendas apresentadas ao texto do relatório, no entanto, a aprovada foi de autoria do deputado Paulo Rubem Santiago (PDT/PE), por permitir maior flexibilidade, 7% nos primeiros cinco anos e 10% na segunda metade do Plano. De acordo com o parlamentar, a ampliação da proposta de 8% apresentada pelo governo federal, para os 10% propostos pela Comissão Especial, significa 9...

Rio + 20...duas visões e uma visão do Planeta Água

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A Conferência Rio + 20 foi encerrada no fim de semana passado e com o seu final vimos versões distintas dos seus resultados: uns que avaliam que ela foi um completo fracasso e outros que compreendem que dentro dos atuais limites históricos ela representou um avanço. Aqui trago duas visões sobre isso (ambas extraídas do sítio Carta Maior ) e ainda um vídeo do Grupo Acorde, de seu espetáculo de quinta passada, no momento em que o grupo - atento a esse debate - fez uma comovente interpretação da linda música "Planeta Água", de Guilherme Arantes, uma ode ambientalista, cantada (e ovacionada) em um festival de música, em 1980. Leiam os textos e vejam o vídeo (não necessariamente nesta ordem). Abraços a todos "RIO +20: A CONFERÊNCIA QUE NÃO ACONTECEU... Francisco Carlos Teixeira Rio de Janeiro - Aterro do Flamengo, Pavilhão dos Povos do Mundo, Rio - Ao longo desta quinta-feira, dia 21/06/2012, quando se esperava uma intervenção mais firme e objetiva de chefes de estad...

Castelo de Engady: cenas do próximo capítulo

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Quem entra na internet e digitar "Castelo de Engady", encontrará algumas páginas que falam de um castelo que não existe mais. Numa delas, encontramos uma descrição segundo a qual ele está "assentado sobre um rochedo tendo sua estrutura composta de pátios, terraços, peitoris, balcões, guaritas, torres, pontes, escadas, batentes, poços, tanques, fortificações, ameias, salas, dormitórios, capela, dependências de serviços domésticos, vigias, muralhas e portões. O mobiliário foi adquirido nas fazendas, propriedades e sítios da região. As peças chegaram ali por meio de compra, troca ou oferta. Seu acervo é composto de velhas arcas, velhos armários, baús, bancos, oratórios, pilões, rústicas camas, cadeiras, tripeças e largadas peças de engenho, de casas de farinha e de vapores de algodão. O castelo é decorado com quadros de representação clássica com emblemas, estandartes, espadas, lanças, carrancas, correntões, peças bíblicas e religiosas, objetos de boiadeiros e vestígios d...