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O Evangelho segundo o TACEJA: a angústia e o suícido de Judas

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A cena é conhecida de todos. Judas adentra o palco angustiado. Uma alma atormentada que entregou o mais justo dos justos às autoridades judaicas e romanas por trinta dinheiros. Aquilo tudo lhe deixava amortecido. Aquelas moedas lhe queimavam a mão e a alma. Encontrava-se desesperado, haveria de se matar. A estrutura cênica era simples: o ator entrava cabisbaixo, dando todas as demonstrações de angústia, típicas de um suicida. E no centro do palco praguejava a si mesmo. Aquele era o momento em que a plateia aguardava a morte do traidor do Rei dos Reis. O acerto com o ator que interpretava Judas era claro: ele entraria em cena e após o final de sua fala, pegaria uma corda deixada num canto do palco e com ela em mãos e se retiraria da cena, anunciando o seu fim autoexecutado. O palco, deixado vazio, pela saída daquele personagem, daria lugar a um apagar de luzes e a uma sombra projetada no fundo do palco, de um enforcado, acompanhado de um grito de dor que emergia de um nada (na v...

De volta à Natal...mantrando

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De volta à Natal, vindo de Caicó, após um processo doloroso de enterro de dois irmãos em duas semanas, vinha, como sempre faço em viagens, ouvindo música. No modo aleatório, meu fiel equipamento me jogou aos ouvidos a bela canção do grande Nando Reis, "Mantra", cuja letra e clima acalma a alma. Como sou movido à música desde que me entendo de gente, é normal a sensação de ser preenchido em todos os poros pelo som ao qual sou exposto, por desejo ou involuntariamente. Assim, me emociono, me arrepio, faço caretas (quando a coisa não presta ou há desafino), curto (até danço, quando é mais forte que eu)...enfim... Nessa viagem de volta, essa música caiu como um lençol acolhedor...Compartilho com todos e todas que me leem. Abaixo o Espaço Cultural Virtual Cine Rio Branco apresenta Nando Reis e Os Infernais, mantrando para todos nós, num dia em que muitas almas de bom coração convidaram aquelas perdidas ou imersas em algum ódio a se despirem e dançarem, soltas como pétalas de ros...

Luto...segundo ato

Já se arrastavam duas semanas imerso, aparentemente imune às dores da vida...aparentemente...as dores físicas aplacadas pelos sedativos não diminuíam a dor de ver o mais querido irmão ser destroçado por um outro carro desgovernado. Assim, sedava, também, as possibilidades psicológicas de superar o gravíssimo estado em que se encontrava. Às 16h30min, horário aberto para visitas, todos os dias, lá estavam a mãe ou a namorada ou o irmão... buscavam, inutilmente, encontrar uma reação, uma resposta...mas terça passada, quem estava ali era seu filho...o moleque chegou, desconfiado...uma situação absolutamente inédita e inesperada para ambos. Tocou-o de leve no braço e disse: "Oi pai...sou eu, seu filho, estou aqui, viu?"...um arrepio percorreu (visivelmente) seus braços e pernas...todos os indicadores (de pressão arterial, saturação, pulsação cardíaca) subiram (estavam, antes, sempre apontando para baixo)...o corpo parecia estar em felicidade. Finalmente poderia ir em paz...E assi...

O Plano Nacional de Educação: o debate vai começar

FÓRUM NACIONAL DE EDUCAÇÃO INCORPORA ACORDO CAMPANHA-MEC SOBRE O PNE (Fonte: http://campanhaeducacao.org.br/?idn=345 ) Em sua primeira reunião ordinária, o pleno do Fórum Nacional de Educação (FNE) debateu a tramitação do PL 8035/2010, que trata do Plano Nacional de Educação (PNE 2011/2020). Entre as suas primeiras deliberações, incorporou o acordo de defesa de princípios estabelecido entre a Campanha Nacional pelo Direito à Educação e o Ministério da Educação sobre a tramitação do PNE, que no momento se encontra em debate na Câmara dos Deputados. Além de ratificar os termos do acordo, o pleno do FNE comprometeu-se a colaborar com a organização de fóruns estuaduais, distritais e municipais de educação, na perspectiva de iniciar os debates sobre os planos sub-nacionais de planejamento educacional. Para informar a sociedade brasileira e o Congresso Nacional de sua deliberação, o FNE redigiu a nota disposta abaixo: "FÓRUM NACIONAL DE EDUCAÇÃO Brasília, 29 de março de 2011. ...

De luto...Valeu Andinho!!!

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Terça, após almoço no Restaurante da APURN, preparando-me para participar de uma reunião, eis que me vem a notícia de que meus dois irmãos mais novos (somos quatro e eu sou o primogênito) se envolveram em um acidente automobilístico. O mais novo, Andinho (31 anos), teve morte instantânea tal a violência da batida frontal contra seu carro. Ele vinha de Patu - à trabalho - e chocou-se contra um Fiat Strada que, aparentemente, "sobrou" na chamada "Curva das Sete Cruzes" e veio ao seu encontro. O outro encontra-se neste momento na UTI do Hospital Walfredo Gurgel. Quem conheceu Andinho, sabe de sua marca registrada: a alegria, a doce pirraça, o gaiatismo consigo próprio, com os familiares e amigos...Partiu assim, antes da hora combinada, sem avisar...brincadeira sem graça essa. Meu irmão, fica aqui minha saudade das gargalhadas juntos, desde quando tentei te sentar (você com menos de um ano) num sofá para uma primeira foto (quase não realizada porque você ainda não tin...

Mais uma Moça da Vila...agora a de bordado fino...

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Dia 14 é o Dia Nacional da Poesia. Dia 21 é o Dia Internacional. Hoje, posto mais uma poesia de minha lavra. Agora, sem esquecer o diálogo poético iniciado ano passado com a amiga poeta Rosa de França, deixo aqui a Moça-de-Bordado-Fino...com ilustração do amigo artista plástico Venancio Pinheiro. Abraços a todos e todas. A moça-de-bordado-fino Fino trato, fina mão, Fino bordado...fico não... Fico acordado, fico abobado. Fino traço, fino algodão. Fico descalço, de pés no chão. Fico disperso, fino trope(ç)sso, Fina e espessa, Linhas e linhos, Atalhos e caminhos, Te encontro um dia, somente para desfiar seu bordado, moça minha... Para quem quiser conhecer os outros poemeus dialogados com Rosa, clicar abaixo: http://quixotesforrosebaioes.blogspot.com/2011/01/moca-cabelo-de-fitaa-primeira-moca-da.html http://quixotesforrosebaioes.blogspot.com/2010/11/mais-uma-da-fornada-das-mocas-da-vila.html http://quixotesforrosebaioes.blogspot.com/2010/11/moca-que-namora-continu...

Um poemeu no Dia Nacional da Poesia

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14 de março é o Dia Nacional da Poesia...e para comemorar este dia lá me vem, com a força dos ventos que nascem com o bater de asas dos anjos, uma poesia de lavra recente...incandescente...quase indecente... Abraços e beijos a todos e todas poetas que habitam e apimentam a alma do planeta. Quando meu peito estufa indolente Um anjo bate asas e muda de direção, indecente. O ébano de sua pele lisa e doce Me tem e me toma com sua beleza insolente. Deixa o vento lamber minha face suada, deixa sabor e cheiro de gozo dentro da minha alma apequenada. A chuva, então, cai e se espalha, oriunda dos meus prazeres revoltos e dos invernos desejados e marcantes como cortes de navalha. Molhando do norte ao sul, tudo que se põe aos meus olhos ávidos. O sertão sorridente faz festa Brinca bonito como criança Ainda que, depois, a terra se resseque. Mas habita nesse adulto indefeso, Toda minha vontade de que a vida, torne-se alma e carne...de verdade.