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A Terceira Morte de "Jonas"

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Quase um mês sem postar nada...Muito trabalho, pouco tempo...e a vida que segue cheia de surpresas, dilemas, escolhas e a busca incessante pela felicidade. Até alguns minutos atrás nem pensava em postar nada, até acessar minha caixa de mensagens e ler um artigo da Revista Fórum, cujo título é "A terceira morte de Virgílio Gomes da Silva". Um artigo que se refere a um líder da guerrilha urbana que combateu a ditadura militar durante os anos 1970. O artigo resgata a trajetória das "mortes" desse militante anti-ditadura militar e apenas esquece de dizer uma coisa que, também, poucos sabem: Virgílio Gomes da Silva, codinome "Jonas", era potiguar de Sítio Novo. Abaixo o artigo: "A terceira morte de Virgilio Gomes da Silva", por Pedro Venceslau A mais ousada ação militar da esquerda armada brasileira contra a ditadura completa hoje 40 anos. Quis o destino, se é que ele existe, que a efeméride do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick...

Meu Vinho

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Meu vinho, vem vindo, escorrendo pela minha boca, se apropriando das corredeiras de minha língua. Meu vinho, vem rindo, inundando com seu sorriso, meus olhos ávidos, minhas horas cálidas. Meu vinho, quando desce pela taça - o encontro do líquido com o cristal - produz gemidos que escapam e se transfiguram em flores perfumantes e dançantes, diante de meus olhos alegres, pétalas que se espalham noite adentro, quarto adentro, desejo adentro, e eu adentro.

38 milhões e ninguém ganhou...e ninguém postou nada...rsrs

Da semana passada para cá aumentou o valor dos milhões acumulados da Megasena porque ninguém acertou quarta passada, nem sábado...Pelo visto também ninguém se dispôs a aceitar minha provocação de postar seus sonhos "possíveis" caso ganhassem a Megasena acumulada, como fiz na última postagem. Ou ninguém leu (rsrsrs) ou têm sonhos "impossíveis" de serem externados publicamente (rsrsrs)...beijos a todos e todas...estou curtindo dois dias com meu filho Cauê e meu sobrinho Iago um pedaço de nossas férias.

32 milhões de desejos

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"Sonhar não custa nada" nos lembra um samba enredo muito popular, cantado num desses carnavais cariocas, há alguns anos atrás. Ele se adequa muito bem a momentos como este em que alguns milhões de brasileiros param para imaginar o que fariam se ganhassem o prêmio acumulado da Megasena. Não custa nada sonhar, mas nossos sonhos cotidianos, para serem realizados, são convertidos em valores monetários. Assim, penso que temos três categorias de sonhos: aqueles que nas teias e emaranhados do cotidiano, nos engalfinhamos para realizá-los. São os sonhos possíveis. Sofridos. Suados. Banais. Mas, essenciais ao nosso viver. Nos formam a personalidade, cumprem a função de satisfazer pequenas necessidades básicas que nos faz sentirmos "gente". Há os que ultrapassam qualquer parâmetro individual, imediato. Ao longo da história, movem multidões, civilizações inteiras, povos, grupos distintos, mas unidos em torno deste tipo de sonho. São os sonhos "impossíveis". Entre asp...

Entre quatro paredes, por Emir Sader.

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Entre tantas tarefas que (se)me consomem, tento, atento ao encerramento do semestre letivo, manter este blog atualizado, minimamente. Posto hoje um artigo do Emir Sader, de cujas posições tenho bastante proximidade pela lucidez de algumas análises, pela acuidade de algumas críticas - inclusive à esquerda (na qual ele mesmo se inclui). Assim, resolvi reproduzir aqui mais um artigo de sua lavra, sobre determinados posicionamentos de uma certa esquerdoida que se diz revolucionária. Abraços e boa semana a todos e todas. "Duas analises tem sido muito difundidas, ambas incorretas: uma acredita que a crise atual levou ao fim do neoliberalismo e condena o próprio capitalismo à morte. A outra afirma que todas as tentativas atuais – especialmente as latinoamericanas – de superação do neoliberalismo fracassaram ou tendem a fracassar, “traindo” os mandatos que receberam. Parecem analises contrapostas, mas são funcionais uma à outra. Porque remetem à idéia de que as condições de superação do c...

O autismo cultural no RN, por Fernando Yamamoto

O querido e respeitado Fernando Yamamoto cutuca a(s) onça(s) e traz uma importante reflexão sobre os chamados "Autos" que mobilizam fortemente a agenda (e os recursos públicos) da área cultural de nosso Estado. Suas opiniões são consistentes e refletem o pensamento de boa parte daqueles e daquelas que são sensíveis às questões da política cultural local. Reproduzo aqui seu texto, publicado em 17/06/2009, no jornal Tribuna do Norte. "Há cerca de uma década assola no teatro potiguar uma onda de encenações ao ar livre, em geral montadas em grande estruturas, popularmente conhecidas por “autos”. Para quem jamais ouviu falar, a matriarca destes espetáculos é a famigerada Paixão de Cristo encenada na cidade pernambucana de Nova Jerusalém. Estes espetáculos normalmente têm por característica homenagear santos – em geral padroeiros das cidades onde acontecem –, mas também podem prestar tributos a fatos históricos, como o dia em que a polícia expulsou o bando de Lampião da cidade...

Castanhas e Cajus

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Fui provocado por pessoas próximas a postar mais atentados poéticos de minha lavra. Aqui posto uma pobre tentativa de escrever um martelo agalopado. Digo pobre porque ele não obedece ao padrão clássico do que se classifica de Martelo Agalopado (uma, ou mais, estrofe/s de dez versos decassilábicos, bem ritmado - como um galope! -, marcando tônicas nas sílabas 3, 6 e 10, cuja estrutura rímica segue o esquema das décimas dos cantadores, ou seja, ABBAACCDDC.). Podem, então, chamar o meu de "martelinho"...Eu o escrevi há anos atrás, após ouvir uma bela história de um casal de namorados que viviam em lugares distantes e ele tentou (em vão) convencer uma funcionária dos Correios de mandar via postal, uma lembrancinha dele para ela: um quilo de cajus...Resolveu, então, chupar os cajus e mandar-lhe as castanhas. Bela declaração de amor...Quanto ao poema...bem...podem comentar depois...abraços a todos e todas. Tantos encontros cercam nossa história, um sonho, um som, um poema, uma vitó...