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Um surto poético

Andei em falta com os que visitam este espaço devido ao grande acúmulo de tarefas e de trabalho. Para não passar em branco estou postando um atentado poético - um surto, melhor dizendo - feito num repente, pouco antes do início de uma reunião numa sala da Pró-Reitoria de Extensão da UFRN...uma súbita inspiração que se explica, como possibilidade mais provável, pela proximidade com o amigo jornalista (e poeta) Ruy Alckmim (Presidente do Poesia Esporte Clube) que encontrava-se ali ao meu lado na dita reunião. Após o surto poético, passei para ele o escrito num pequeno pedaço de papel. O querido parceiro teve a ombridade (e coragem! rsrs) de guardá-lo e, recentemente, o enviou pelo meu endereço eletrônico me possibilitando sua publicação, já que eu imaginava que o fim daquele surto (como tantos outros) era sair voando e sumir no âmbito da estratosfera. Obrigado ao Ruy. Abraços a todos. Crash!!! Poww!!! Bumm!!! Combato Seu parnasianismo prosopopéico a golpes de minha poética onomatopéica.

Os Encontros Teatrais de Augusto Boal, Última Parte

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Encerro, aqui, a minha singela homenagem a Augusto Boal, publicando um segundo pedaço de um texto dele, introdutório à obra "O Arco-íris do desejo". Abraços a todos e todas...e a ele onde estiver. “No Peru, onde estive trabalhando no ano de 1973, num programa de alfabetização através do teatro, comecei a usar uma nova forma de teatro, à qual chamei de “Dramaturgia simultânea”. Consistia basicamente nisto: apresentávamos uma peça contendo um problema ao qual queríamos encontrar uma solução. O espetáculo se desenvolvia até o ponto da crise, até o momento em que o Protagonista devia tomar uma decisão. Aí parávamos e perguntávamos aos espectadores o que deveria ele fazer. Cada um dava a sua sugestão. E os atores, no palco, improvisavam uma por uma, até que todas as sugestões se esgotassem. Já era um avanço, já não dávamos mais conselhos: aprendíamos juntos. Mas os atores conservavam “o poder”, o domínio do palco. As sugestões partiam da platéia, mas era em cena que nós os artista...

Os Encontros Teatrais de Augusto Boal, Parte 1

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Hoje de madrugada foi registrada a morte física de Augusto Boal, um dos mais importantes homens da história do teatro brasileiro. Não apenas do teatro brasileiro, mas do teatro mundial. Devemos a ele rufadas generosas de renovação no teatro brasileiro e de profunda ligação entre teatro e política. Ele tinha 78 anos, sofria de leucemia e estava internado desde 28 de abril. Gostaria de homenageá-lo publicando um texto dele que sempre me deliciou (cujo conteúdo já conhecia de uma conferência, no auditório da Escola de Música da UFRN) e já me dei ao trabalho de relatá-lo a amigos e colegas. Trata-se da introdução ao livro "O Arco-íris do desejo" (Ed. Civilização Brasileira), intitulada "As Razões deste livro: meus três encontros teatrais", em que ele relata e analisa momentos do seu processo de reflexão sobre o fazer teatral. Não sou da área, mas o texto é delicioso e nos faz pensar sobre muita coisa: atitudes, relações com os outros e conosco mesmo...nossas implicaçõe...

Japoneses tocando Ska e um tal de Reggae Progressivo

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Meus amigos, meus inimigos...Meu Cainã (um dos homens da minha vida, o meu filho mais velho mais lindo que eu tenho, rsrs) mais uma vez apresentou a este pai véi metido a besta agradáveis surpresas musicais, as quais gostaria de compartilhar com todos e todas que aqui me visitam. Não é a primeira vez que sou apresentado a alguma boa música por ele. A primeira boa lembrança que tenho disso foi quando ele sofreu um acidente com fogo que queimou metade de seu corpo. Ali numa cama de hospital, todo arrebentado, meu então pequeno Cainã, aparentemente indiferente ao perigo de morte que corria, indicava: "- Pai tem uma banda muito boa...O Rappa...compra o CD para a gente ouvir aqui?". E lá fui eu comprar (e me encantar com a banda do Falcão e do Marcelo Yuka) "Lado A Lado B"...um grande trabalho da banda. Dessa vez ele me apresentou duas "lapadas": a primeira, a Tokyo Ska Paradise Orchestra. A banda foi fundada em 1985, por um cara chamado Asa-Chang e também é co...

O cara, o pop star hip-hop, de Luis Turiba

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De Brasília, onde me encontro em uma atividade de trabalho, posto um artigo lido num jornal local sobre essa relação entre Obama e Lula. Já havia postado algo antes, mas Obama inventou de dizer a todo o planeta que Lula é "o cara"..."the man"...arrepiando os DEMOS e a imprensa DEMOníaca local...rsrs... Fiquem, então, com o texto do Luís Turiba (a quem agradeço desde já). "Ainda bem que Lula não tem os dez dedos. Já pensaram: se com nove está barbarizando, fazendo cestas e mais cestas de três pontos, tirando coelho da cartola dos outros e ainda por cima quase senta no colo da rainha branca de olhos azuis para sair bem na foto. Com os dez então, nossa! O cara ficaria muito metido, impossível de aturar, chique nas últimas. Ao escrever isso, não quero sacanear ninguém. Ao contrário: estou é louvando o nosso presidente, massageando seu ego, pois seu comportamento nesses palcos internacionais ultrapassou a fronteira do político e caiu no campo pop. Um fenômeno da por...

Acaso...um microconto telegráfico e trágico

Todo dia, tudo igual, tudo previsível: acordar, tomar seu café com o jornal matutino, ligar o carro e sair em disparada para trabalhar. O equipamento de som do carro acionado enchendo seu interior de música durante o percurso. Gostava de deixá-lo ligado no modo “aleatório”. Dizia gostar da sensação de ser surpreendido pelo acaso das escolhas da própria máquina. Tão sistemática e programável, mas com um modo de escolha “aleatório”...rsrs...Dia desses, no meio do trânsito, uma das escolhas aleatórias não foi do seu agrado. A tecla de “próxima música” ao seu alcance. Poderia mudar de música. Ou melhor, possibilitar à máquina aleatoriamente lhe oferecer outra música...O dedo indicador apontando...em sua direção. O rápido desvio do olhar. Um buraco. Catablum!!! As rodas de um carro de cabeça para baixo rodam alucinadas sem compreender o chão que lhes falta...Louis Armstrong soltando seu vozeirão ("What a wonderful world") a uma multidão atônita com um acidente de carro numa manhã ...

Briga na Procissão, de Chico Pedrosa

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Reproduzo aqui "Briga na Procissão", do paraibano Chico Pedrosa, poesia bem apropriada para esse período que os cristãos denominam de "Semana Santa". Aliás, a história retratada na poesia é o tipo de acontecimento possível de se dar em qualquer tempo em qualquer lugar. Inclusive meu querido caicoense Ronaldo Carlos tem um repertório de "causos" parecidos com o que é contado pelo poeta Chico Pedrosa, quando de sua passagem pelo glorioso TACEJA (Teatro Amador do Centro Educacional José Augusto). "Causos" estes que se passaram nas montagens da "Paixão de Cristo" pelos palcos do interior do Seridó e que dariam um ótimo livro ou filme cujo título, obviamente, seria "O Evangelho segundo o TACEJA" (rsrsrs). O convite, portanto, está feito ao ilustre colega. Terei o maior prazer de publica-las aqui....Por enquanto, fiquem com Chico Pedrosa animando o feriado de todos vocês. Beijos e abraços. No tempo em que as estradas eram poucas no ...