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Da série "poemas tardios"

Este poema não é novo. Nasceu em maio de 2005. Foi sendo desenhado nos braços de uma cadeira de um auditório, onde se realizava um Congresso. Nasceu, portanto, em meio às agitações típicas desses eventos. Mas, mesmo com tanto barulho, nasceu serena e silenciosamente. Apenas a minha alma gritava. Ninguém percebeu seu nascimento, porque, claro, esses gritos da alma não são necessariamente estridentes. Tão imediatamente veio ao mundo se anunciou a quem, de fato, o fez nascer. A partir daquele dia, além dele, outros poemas nasceriam movidos pela mesma força copular e parideira a quem eles se apresentaram e se desnudaram, com a intensidade do vermelhidão das pitangas e das chuvas torrenciais dos invernos no sertão. Força que não se acaba, porque movida a emoção, sustento do coração, cujas razões a própria razão e o próprio coração desconhecem. E se confundem. Se misturam. Ganham mundo. Bem...já escrevi demais...Espero que gostem. Quem quiser, pode sugerir um título. Bom final de semana. De ...

Sete Vidas

Uma dica para quem gosta de cinema é ver o filme "Sete Vidas". Cheguei ao cinema para ver um outro que já me haviam recomendado ("30 quadros por segundo"), mas por motivos alheios à minha vontade acabei chegando atrasado e como não gosto de pegar os filmes pelo meio resolvi ver este. Trata-se do relato da saga de um homem que guarda um segredo (cujas pistas são oferecidas ao longo do filme, em algumas cenas) e por causa dele resolve aproximar-se de algumas pessoas necessitadas de algum tipo de ajuda. O personagem principal é como determinadas pessoas (muitas vezes anônimas) que como anjos desconhecidos e solenes resolvem doarem-se aos outros sem exigirem nada em troca. São como rios que alimentam o mar movidos por forças que lhes são alheias e sem controle. Nos dias que (nos) corr(o)em a rapidez como vemos a vida (a nossa e dos outros) passar nos impede de fazer coisas simples como dar uma parada, respirar e doar-se ou fazer uma doação. Não falo de esmolas, nem de c...

Escola Cooperativa: uma experiência pedagógica

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Quero aproveitar este espaço para fazer a divulgação de uma experiência educacional que vivenciei e que sempre que posso divulgo, especialmente neste período em que pais e mães (ou responsáveis) se voltam à busca de uma escola para matricular seus filhos. Trata-se da Escola Cooperativa (que nasceu sob a sigla COEDUC). A Escola nasceu em 1992, fruto da insatisfação de um grupo de professores e pais em relação aos rumos e as experiências conhecidas das escolas públicas e privadas. O rol de insatisfações abrigava questões de natureza financeira, pedagógica e de gestão. No que diz respeito ao quesito financeiro, os pais estavam cansados dos altos custos apresentados pelas escolas privadas, sem o mínimo de transparência contábil. Na parte pedagógica, os professores viam-se reféns de modelos pedagógicos rígidos, pouco abertos a inovações didáticas e cujo compromisso com uma formação humanista, fundada em princípios e valores pautados na solidariedade, na cidadania e na tolerância às dife...

Terremoto em Caicó

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Um amigo caicoense, curioso da história da cidade, pesquisando documentos antigos de um cartório local, meio sem querer encontrou um comunicado estranhíssimo cujo teor reproduzo abaixo e que indica ter havido tremores de terra em Caicó (aliás, meu amigo Ubaldo Medeiros, me comentou sobre tal fato e diz que os tais tremores - ele lembra que era menino na época - foram sentidos lá em São João do Sabugi). A partir da descoberta desse comunicado, o curioso e incansável pesquisador procedeu a novas investigações em torno do contexto em que o tal documento se inseria e conseguiu reunir elementos para a reconstituição de toda a história que cerca o tal comunicado. Pelo teor do documento dá para perceber que a coisa toda se deu em algum período entre 1968 e 1976, período brabo da ditadura militar e de grande atividade sísmica em todo o mundo. Nesse período, coincidentemente ocorreu uma grande catástrofe no Peru (mais exatamente em 31 de maio de 1970) e na China (750 mil mortos), em 1976. Por e...

Receita de Ano Novo (mais uma do Bom Velhinho...não, não estou falando de Papai Noel e sim de Drummond)

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Para meus (novos e velhos) amigos e amigas (daqui e d'alhures), na falta de inspiração de escrever algo bem bonito e significativo sobre o Ano Novo, me valho do poetinha que mais tenho sentido empatia. Um feliz 2009 para todos. "Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?) Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumadas nem parvament...

Acertar o sapato no Bush

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Olá pessoal, Junto-me aos nossos amigos de fé, irmãos camaradas, que tentaram - mas infelizmente não conseguiram - acertar uma sapatada no Bush. (para ver as cenas reais, acesse http://br.youtube.com/watch?v=ovoTgUCf7_E) Quem quiser tentar, é só acessar o linque abaixo: http://charges.uol.com.br/game_ver.php?game_pk=37

Quando começou nosso erro? texto de Leonardo Boff

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Negada... O cara aí (Leonardo Boff) é um dos maiores representantes da Teologia da Libertação. Simplesmente sentou na mesma cadeira de Galileu Galilei para encarar o Santo Ofício, quando este era dirigido pelo então Cardeal Ratzinger (atual Papa Bento XVI). Escreveu coisas que a Santa Madre Igreja não aprovou e, por isso, foi obrigado a ficar em Silêncio Obsequioso. Fui ver a palestra e, ao seu modo "franciscano", foi simples e direto: mensagens sobre o reconhecimento que precisamos ter de que moramos (todos) na mesma casa (o planeta Terra) é ao mesmo tempo, uma percepção simples e grandiosa de nossas tarefas como moradores daqui. Cuidar de nossa Mãe-Terra, como extensão de um auto-cuidado; consumir de forma equilibrada, como forma de, ao mesmo tempo, reduzir o desperdício e inibir a superprodução de lixo; proteger a natureza e os animais, como extensão de nossa própria proteção...Enfim...o artigo abaixo (postado junto com a divulgação da palestra de ontem) vai ficar aí...Out...